Energisa: meio dia de mobilização na próxima quinta!!!

17 abril 18:44 2015

Para pressionar a holding a rever demissões, trabalhadores vão mostrar indignação contra política de terra arrasada

Na próxima quinta-feira (23), trabalhadores da Energisa participam de meio dia de mobilização para pressionar a holding a repensar a atual política de RH e demonstrar sua indignação com as recentes demissões em massa. “O recado dos trabalhadores é muito claro e ninguém vai ficar calado diante de tanta intransigência e muitas ilegalidades”, afirma a direção do Sinergia CUT.

Além de promover a mobilização dos trabalhadores das empresas Sul Sudeste (Caiuá, Vale Paranapanema, CPFLO, Bragantina e Nacional), o Sindicato já reivindicou reunião urgente com a direção do grupo Energisa para reverter as demissões e solucionar as denúncias de irregularidades. Também entrará com pedido de mesa redonda no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Política de terra arrasada
A reação da categoria é justa. Vale lembrar que mais de 130 trabalhadores das empresas Sul Sudeste foram desligados das distribuidoras entre abril e dezembro do ano passado. Detalhes: abril de 2014 foi o mês em que a Energisa assumiu o grupo e o número de demissões representa 10% do quadro de pessoal.

Na tentativa de “justificar” tais demissões, a holding utiliza a palavra “reestruturação”. Porém, para a direção do Sindicato, essa medida só trouxe acúmulo gigantesco de funções e mais cobranças sobre aqueles que permaneceram na empresa, o que tem gerado consequências graves, como queda na qualidade dos serviços prestados e impacto na saúde física e mental do trabalhador.

O desmando não parou por aí. Em plena época de data-base (abril), em que ocorrem as negociações salariais e a discussão pela ampliação e manutenção dos direitos dos trabalhadores, o Grupo Energisa cometeu mais uma arbitrariedade, demitindo eletricistas de diversas localidades em toda Rede Sul-Sudeste. Dessa vez, foram 17 demitidos, mas o Sindicato soube também que a empresa ainda não encerrou as dispensas e que essas devem atingir outras áreas.

Não bastassem as demissões em plena data base, no último dia 16 a holding demitiu mais três trabalhadores em Bragança Paulista e quatro profissionais em Presidente Prudente.

Várias denúncias e ilegalidades. Acompanhe:

•    Perseguição a dirigente sindical: o Sinergia CUT teve conhecimento de que uma dirigente sindical de Presidente Prudente sofreu represálias após apresentação à empresa de um atestado de acompanhamento de seu filho ao médico. Para o Sindicato, esse é um meio usado pela Energisa para tentar intimidar a sindicalista o que, definitivamente, não acontecerá.

•    Sobreaviso: o Sinergia CUT tem conhecimento de uma escala de sobreaviso praticada pela empresa e que não tem sido devidamente paga aos trabalhadores, como comprovam os holerites.

•    Estágio X Emprego: também é sabido pelo Sindicato que, em vários setores, a Energisa tem se utilizado de estagiários e de aprendizes para a realização de serviços que só deveriam ser executados por trabalhadores devidamente capacitados. Inclusive, a jornada dos estagiários tem sido extrapolada.
Um caso considerado grave é o que vem ocorrendo na sede da Bragantina, em Bragança Paulista, há cerca de seis meses. Quem está exercendo a função de Recursos Humanos no lugar da trabalhadora que, por direito e dever está em licença maternidade, é uma menor aprendiz contratada e remunerada apenas para aprender o serviço e auxiliar o RH.

•    Precariedade: o Sinergia CUT tem recebido inúmeras reclamações sobre acúmulo de serviço, falta de um RH na localidade e o não-pagamento correto de horas extras, adicional de quilometragem e de periculosidade para quem dirige moto.
A falta de estrutura nas agências de atendimentos também é outra queixa constante. De acordo com as denúncias, muitas vezes falta água, papel higiênico e até mesmo a tão necessária faxina, que fica por conta dos próprios trabalhadores.
E mais: o Sindicato constatou que, em Munhoz (MG), a agência de atendimento fica na sala de comando da subestação, expondo quem ali trabalha e os clientes a sérios riscos.

 

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