CS 2015: CPFL PPBG: proposta indecente!

CS 2015: CPFL PPBG: proposta indecente!
30 junho 17:15 2015 Lílian Parise

Empresa propõe apenas 4,1% de reajuste nos salários e benefícios. Sindicato exige os 8,82% para repor inflação mais aumento real

Um reajuste salarial que não repõe nem o poder aquisitivo que a inflação roubou dos salários dos trabalhadores no último ano. Foi o que os negociadores da CPFL Paulista, Piratininga, Brasil e Geração (PPBG) apresentaram ao final da segunda rodada de negociação com o Sindicato, na manhã desta terça-feira (30), em Campinas.

Antes disso, logo no início da reunião, a CPFL PPBG informou que pretendia começar a discussão pela pauta que a empresa apresentou à bancada dos trabalhadores durante a reunião de abertura da Campanha Salarial 2015.

Afirmou também que as reivindicações da pauta dos trabalhadores seriam discutidas em seguida, a partir de uma seleção de itens que a empresa avalia serem possíveis de negociação: reajuste salarial, piso salarial, vale refeição, vale alimentação, vale natal, auxílio creche, gratificação de férias, agência de atendimento e transferência no local de trabalho.

Pauta dos trabalhadores
Diante disso, a direção do Sinergia CUT pediu a palavra para reivindicar que a pauta dos trabalhadores fosse discutida antes, deixando a proposta patronal para depois. A afirmação do Sindicato foi reforçada pelas demais entidades e acabou sendo acatada pelos negociadores da CPFL PPBG.

O Sindicato destacou também que a pauta dos trabalhadores inclui outras reivindicações prioritárias para discussão como a lavagem de uniformes, danos materiais, NDV (Nota de Despesas de Viagem), plano de carreira para eletricistas, CNH (Carteira Nacional de Habilitação), pontes de feriado, correção da faixa salarial do plano de saúde e política de emprego.

Proposta patronal não repõe inflação
A resposta da CPFL foi uma reprise da choradeira e da apresentação de números e resultados da PPBG na tentativa de convencer os trabalhadores de que a situação “está difícil”. Depois disso, veio a proposta indecente das empresas: 4,1% de reajuste nos salários e benefícios econômicos.

Para a direção do Sindicato, uma proposta que os trabalhadores não aceitam nem discutir: “O reajuste salarial refere-se ao passado e não ao futuro, portanto o mínimo aceitável é a reposição da inflação do período, que é de 8,82% pelo ICV do Dieese, além do aumento real reivindicado pela categoria. Portanto, a proposta está rejeitada”.

A próxima rodada foi marcada para o próximo dia 06, às 10h. Até lá, o Sindicato faz assembleias informativas nos locais de trabalho.

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