CS 2016: sem proposta na abertura das negociações com a CPFL Jaguariúna

24 março 16:42 2016 Nice Bulhões

Empresa abre as negociações com choradeira e um cronograma de reuniões é estabelecido, sendo que a próxima rodada está agendada para 4 de abril

A abertura da negociação da Campanha Salarial 2016 do Sinergia CUT com representantes da CPFL Jaguariúna, que aconteceu na manhã desta quinta-feira (24), acabou se transformando apenas em uma reunião para agendar as próximas rodadas entre empresa e Sindicato. O presidente da CPFL Jaguariúna, Marco A. Vilella Abreu, participou desta primeira rodada e ressaltou a necessidade de se negociar para “superar os desafios” em que vive o setor, impactado pela crise econômica e política que vive o país. Abreu disse ainda que será um ano “sem precedentes” para as negociações coletivas.

Em seguida, representantes da empresa – o gerente de Estudos e o especialista em Regulação Estratégica – voltaram com a choradeira para, segundo eles, “contextualizar o momento”. Eles fizeram uma apresentação sobre os cenários regulatório e de mercado da empresa, destacando o ambiente macroeconômico de retração, as altas taxas de desemprego, as previsões de recuo do PIB, da massa de renda, da produção industrial e do comércio, a desaceleração do mercado de trabalho regional, a redução no salário real de admissão entre 2015 e 2016, a venda de energia negativa, a tendência de piora no mercado residencial e comercial (parcela B), a desaceleração da economia e a retração do consumo.

A direção do Sinergia CUT aproveitou o encontro para destacar os pontos da pauta que quer negociar: reposição da inflação pelo índice do ICV Dieese; ganho real para reverter o cenário apresentado pela empresa de perda de massa dos trabalhadores; condições de trabalho, PLR, AMH e estabelecimento de uma política de emprego que traga garantias aos trabalhadores. Ressaltou ainda ser muito importante a manutenção de uma mesa única.

“Esperamos que a empresa continue respeitando as práticas específicas que não constam do Acordo, tais como fornecimento de transporte, café da manhã, horário de almoço, dentre outros itens”, afirmou a direção do Sinergia CUT. “Sabemos que não existe crise para o setor elétrico, como nos quer fazer crer os representantes da empresa. O setor é regulado, tem revisões tarifárias periódicas e os números da empresa não refletem, nem de longe, a ‘crise’ que ela quer fazer crer que existe”, prosseguiu. “Os trabalhadores contribuem para esses bons números e merecem ser remunerados por isso. Nenhum direito a menos!”

Novas reuniões

As próximas rodadas foram marcadas para os dias 04, 14 e 25 de abril, sempre às 9h. Fique ligado! A luta está só começando.

O que é nosso ninguém tira!

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