CS 2016: CPFL PPGB em compasso de espera

CS 2016: CPFL PPGB em compasso de espera
31 agosto 09:20 2016 Nice Bulhões

Audiência de conciliação aconteceu na segunda (29) no TRT em Campinas. Desembargador apresentou proposta e empresa tem 5 dias para informar se aceita ou não. Com isso, assembleias deliberativas só devem ocorrer a partir da próxima semana

Aconteceu na tarde da última segunda-feira (29), a audiência de conciliação entre a CPFL PPGB e o Sinergia CUT no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região em Campinas. Após muitas debates e mais de três horas de negociação, o desembargador Eder Sivers fez uma proposta para  resolver as questões referentes a Campanha Salarial 2016:

☑ reajuste linear de 9,32% sobre salários e demais benefícios, inclusive sobre gratificação de férias, sobre valores praticados em maio de 2016 – a viger a partir de 1º  de junho de 2016;

☑ reajuste complementar sobre valor do vale alimentação e vale refeição correspondente a 0,46% sobre o valor ora ajustado a partir de janeiro de 2017;

☑ manutenção do piso de R$ 1.789,98 para o cargo de praticante e eletricista para novos contratados, sendo que após 01 ano da admissão os salários deste empregado passe automaticamente para a faixa inicial do empregado que desempenha o cargo de eletricista I;

☑ ficam mantidas demais cláusulas sociais vigentes, e vigência de 01 ano;

☑ compensação de horas de paralisação, limitada a 4 horas de acordo com escala a ser elaborada pela empresa até o final de dezembro de 2016.

► A empresa terá cinco dias de prazo para informar se aceita a referida proposta e o Sindicato, em caso de aprovação pela empresa, terá outros 15 dias para realizar assembleias e levar a proposta à categoria para deliberações.

Análise
A expectativa da Direção do Sindicato, com base nos cenários político e econômico, era de que a Campanha Salarial de 2016 fosse breve, mas acabou se transformando no decorrer das reuniões em uma das mais longas campanhas da história da entidade.

Apesar do setor elétrico ser totalmente regulado, as empresas alegaram que a “crise econômica” afetou  o  desempenho do negócio, reduzindo os lucros. É claro que o Sinergia CUT   não concorda com essa posição, pois nem de longe essa “chamada crise” coloca em risco a saúde financeira das empresas.

O Sindicato reconhece que houve uma pequena queda no consumo. Mas, as empresas continuam tendo bons lucros. Diferente dos demais setores da economia, o setor elétrico já tem um quadro de empregados bastante reduzido e, portanto, não tem como reduzir, pois isso colocaria em risco o serviço prestado à população.

Outro fato é que nessas negociações, segundo avaliação do Sindicato, a  intransigência  das empresas em atender às justas reivindicações dos trabalhadores ficou muito clara e isso continua mesmo nos casos em que, após deflagração de greve, as discussões foram parar no Tribunal.

Nessa última audiência de conciliação, mesmo com o Sindicato flexibilizando em alguns pontos, a CPFL se manteve inerte e, diante de uma proposta para fechar o acordo, ainda pediu prazo ao Tribunal para avaliar se seria possível ou não aceitar, o que  foi concedido. Com isso, o  Sindicato terá de esperar para fazer as assembleias deliberativas, que devem ocorrer só a partir da próxima semana. Trabalhador, participe… porque…

O QUE É NOSSO NINGUÉM TIRA!

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