Um passeio pela trajetória de Artur Henrique, um energético que faz a diferença

Um passeio pela trajetória de Artur Henrique, um energético que faz a diferença
12 janeiro 15:23 2017 Elias Aredes Junior

Vitórias coletivas são saborosas. Exalam perenidade. Cravam sua marca. No movimento sindical não é diferente. Poderíamos citar fatos da categoria energética cuja a participação de todos foi fundamental: a chegada da CUT em 1989, a greve de 1989, a luta contra a privatização, a fundação do Sinergia CUT.

São fatos que só por si só geram um sentimento de dever cumprido nos trabalhadores. Nestes instantes algumas personalidades fizeram a diferença. Atuaram não como chefes e sim como líderes; ditou rumos e tendências ao invés de utilizar a imposição; demonstraram capacidade em instantes delicados; surpreenderam com seu talento e habilidade para transpor obstáculos sólidos.

Não há como enumerar tais conceitos sem lembrar de Artur Henrique da Silva Santos, hoje aposentado após anos e anos de trabalho na CPFL e de entrega ao movimento sindical e progressista.

Artur, adepto da discrição e do trabalho incansável, teve o Sinergia CUT  como testemunha de como o destino jamais lhe concedeu o papel de coadjuvante. O protagonismo é seu aliado de primeira hora. Junto com vários companheiros até hoje presentes na direção dos Sindicatos soube superar a desconfiança inicial até por parte de companheiros de outras empresas para liderar processos históricos de mobilizações e obtenção de conquistas nas Campanhas Salariais.

Como esquecer a Campanha Salarial de 1999, quando ao lado da categoria energética e na presidência do STIEEC Artur soube viabilizar Acordos Coletivos que asseguraram emprego em um ambiente de recessão? Dois anos antes, Artur, ao lado de outros trabalhadores, auxiliou a quebrar as amarras da estrutura sindical e fundou o Sinergia CUT juntamente com lideranças do Sindicato dos Eletricitários, Sindicato dos Gasistas e lideranças do setor energético que desejavam uma mudança efetiva na estrutura reinante no país.

A ousadia e a criatividade logo lhe abriram as portas da CUT. Primeiro, em âmbito estadual quando atuou como diretor de formação. O mandato marcante chancelou seu desembarque na direção nacional e no período de 2005 a 2012 o desafio maior: a presidência nacional da maior central da América Latina.

Missão cumprida e dois anos depois, Artur assume a secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo da cidade de São Paulo.

A lista de realizações na secretaria é inegável: o Transcidadania, de capacitação e colocação no mercado de trabalho para o público LGBT; a implantação da agenda do trabalho decente; a merenda escolar orgânica, adquirida de agricultores familiares da zona rural da cidade; a incubadora de projetos de economia solidária, e o estabelecimento de um percentual de compras, pela administração municipal, de produtos feitos por micros, pequenas e médias empresas, de caráter cooperativo, instaladas na cidade.

São apenas alguns projetos de uma gestão que entrou para a história da cidade e cuja a descrição está no livro “Desenvolvimento, Trabalho e Inovação: A Experiência da Cidade de São Paulo”, editado pela Fundação Perseu Abramo.

Como bom e solidário companheiro, Artur divide os méritos. Diminui o seu papel nesta e outras ações em sua trajetória. Injustiça suprema. Esperamos que sua aposentadoria não seja um adeus e sim um até breve. Que ele esteja incluído em novas lutas ao lado dos trabalhadores e dos desfavorecidos. A guerra política é vencida com soldados corajosos, criativos e destemidos. Artur é um deles. Que não saia do front.

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