Trabalhadores debatem reformas em jornada temática

Trabalhadores debatem reformas em jornada temática
10 abril 16:56 2017 Andréa Ono -Seeb Bragança
A jornada é uma iniciativa da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (Contracs) e está sendo realizada em diversas regiões do país. Segundo o diretor de relações sindicais dos bancários Rodrigo Leite: “Não dá para a gente contar com o Judiciário, pois ele tem um lado e já mostrou que não é nosso.”

 

Da esquerda para a direita: Glauco Sanchez (Eletricitários de Campinas e Região), Cleide Barbosa (Limpeza de Cubatão), Antonio Carlos da Silva Filho (Hoteleiros de Águas de Lindóia e Região) e Rodrigo Leite (Bancários de Bragança e Região) Foto: Andréa Ono-Seeb Bragança

O Sindicato dos Bancários de Bragança Paulista e Região participou, na manhã desta segunda-feira, 10, de debate sobre a atual conjuntura do país, durante a “Jornada Temática de Estratégia e Resistência dos Trabalhadores do Comércio e Serviços – Regional Sudeste”. A jornada é uma iniciativa da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (Contracs) e está sendo realizada em diversas regiões do país. Da edição que acontece em Bragança até este dia 11, participaram dirigentes dos estados de São Paulo e Espírito Santo, representado trabalhadores dos setores hoteleiro, limpeza urbana, beleza, assessoria e pesquisa e comerciário.

Na pauta do debate: as reformas trabalhista e previdenciária. O diretor de relações sindicais dos Bancários de Bragança, Rodrigo Franco, e Glauco Sanchez, do Sindicato dos Eletricitários da Região de Campinas, fizeram analise conjuntural do país e responderam perguntas voltadas especialmente às consequências desastrosas da Lei de Terceirização (Lei 13.429, de 31 de março de 2017) e sobre a agenda do governo e legislativo federais para enterrar de uma vez por todas os direitos dos trabalhadores.

“Não dá para a gente contar com o Judiciário, pois ele tem um lado e já mostrou que não é nosso. Temos que tomar consciência do nosso papel, para podermos enfrentar esta avalanche de ataques efetivamente. A direita mostra que tem o poder de se aglutinar, mas também temos este poder. Indo para as ruas e elegendo um parlamento que seja comprometido com a agenda trabalhista”, disse Rodrigo.

“Não adianta a gente conseguir colocar o Papa Francisco na presidência, se continuarmos votando em deputados e senadores que não são comprometidos com os trabalhadores”, finalizou Glauco Sanchez.

 

 

Fonte: Site do Sindicato dos Bancários de Bragança Paulista e Região

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