Debate no Congresso do Sinergia CUT estabelece Organização Sindical como prioridade e foco nas mudanças do Mundo do Trabalho

01 dezembro 18:51 2017

O Sinergia CUT nasceu há 20 anos sob o signo da ousadia. Quebrou amarras. Estabeleceu  paradigmas. Produziu uma leva de dirigentes modernos, destemidos e antenados com as novas tendências.

É preciso avançar. Conhecer e integrar-se com outros projetos. Transferir experiência e recebeu o frescor da visão diferenciada de quem está no lado externo da luta. Foi com esse objetivo que foi realizado nesta sexta-feira no auditório da Colônia de Férias da Praia, o debate “A estrutura Sindical e o Projeto Organizativo do Sinergia CUT”.  Em todas as falas a preocupação primordial era do movimento sindical adaptar-se aos novos tempos. “Precisamos nos  incorporar no mundo sindical. A nossa luta e fortalecimento só será possível quando todos estiverem incluídos no processo de organização da classe trabalhadora”, disse Lucineide Varjão Soares, presidenta da Confederação Nacional dos Químicos e membro da IndustriAll.

Para a presidenta da CNTRV e macrossetor de indústria da CUT, Francisca Trajano, a perpectiva não é nada animadora. “Com exceção de alguns profissionais, todas as categorias passam por um período de baixo salário. Os dirigentes conhecessem os dos outros estados. Começamos a fazer plenárias e congressos para se conhecer a verdade”, disse a dirigente sindical, sem medo de traçar os desafios do futuro. “A comunicação continua sendo um grande desafio para a Central Única dos Trabalhadores. Não conseguimos nos comunicar com a classe trabalhadora e a população”, disse Trajano. Se quisermos mudar a prática sindical devemos colocar aquelas ideias que acreditamos serem viáveis para mudar a classe trabalhadora”, completou.

Já o secretário geral da CUT Brasil, Sérgio Nobre, os adversários não podem ser subestimados em sua intenção de sucatear as condições de trabalho. “Os golpistas estão retomando o projeto neoliberal interrompido em 2002, porque queriam vender as empresas estatais e não conseguiram. Eles estão sendo eficientes dentro da visão deles, pois o mundo está dividido entre produtores de alta tecnologia e outros que só serão montadores. O golpe decidiu que nosso papel é ser subalterno”, completou Nobre, que criticou as ações pulverizadas do mundo sindical.

Em contrapartida, o ex-dirigente do Sinergia e diretor da Fundação Perseu Abramo, Artur Henrique da Silva Santos, afirma que os trabalhadores energéticos precisam continuar na luta pela Liberdade e Autonomia Sindical. “Em uma estrutura sindical sem garantia, não dá para acabar e criar outros. É preciso manter a estrutura sindical e articular.”, arrematou, sem esconder a preocupação com perguntas que devem ser geradas pelo tempo. “O desmonte do Temer traz novas formas de contratação, a ampliação da terceirização e hoje temos trabalhadores que não sabemos quem são. Por que são contratados como PJ, MEI. Como vamos debater saídas? Vamos continuar como representantes de trabalhadores formais? Ou teremos que construir alternativas?”, indagou Artur Henrique.

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