Tudo parado na ESOL Construções

Tudo parado na ESOL Construções
20 fevereiro 09:27 2018 Débora Piloni

Por um ACT justo e digno! Movimento paredista foi aprovado em assembleias realizadas no início de fevereiro

Não teve outro jeito! Os trabalhadores da Energisa Soluções Construções (ESOL) querem conquistar um bom Acordo Coletivo de Trabalho e provaram estar dispostos a lutar por isso! Desde ontem (19), estão em greve por tempo indeterminado, movimento que foi aprovado em assembleias no início do mês de fevereiro.

Tudo porque, com data-base em outubro, a empresa até agora não demonstrou estar propensa a negociar com complacência e justiça. Desde o início das negociações, só apresentou propostas que não atenderam as principais reivindicações da Pauta dos trabalhadores, como reajuste digno e melhores condições de trabalho. Conclusão: foram todas rejeitadas.

Foto: Tárcio Cacossi/BJD

“Os trabalhadores da ESOL fazem os mesmos serviços que os trabalhadores da Energisa Sul-Sudeste, só que com contratos de trabalho diferentes, além das diferenças salariais, de benefícios e jornadas. Buscamos acordos iguais, ou que pelo menos, diminuam essa diferença, melhorando as condições de trabalho e de vida dos trabalhadores”, afirma a direção do Sindicato.

Passados quatro meses da data-base e sem ACT até agora, não restou outra alternativa se não resistir para conquistar!

ESOL… que sem noção!

Vale lembrar que, no começo de dezembro passado, após rejeitarem a proposta da empresa, os trabalhadores aprovaram um plano de luta que consistia em meio dia de mobilização em 18 de dezembro e 1 dia em 22 de janeiro deste ano. Sem retorno da empresa, foi realizado o meio período de mobilização no dia 18.

Pressionados, mais que depressa os representantes da ESOL encaminharam ao Sindicato sua “proposta final”, que mais uma vez, não refletia os anseios dos trabalhadores. Foi então dado continuidade ao plano de luta com mobilização no dia 22.

Na ocasião, o Sindicato encaminhou correspondência à empresa solicitando novamente a reabertura das negociações. No último dia 26 de janeiro, a ESOL enviou “outra proposta” alterando o valor do Vale Alimentação de R$ 382,81 para 385,00.

E foi só essa a mudança com relação à proposta anterior que já havia sido rejeitada!!! Absurdo!

Dignidade e respeito!

Ao rejeitar os itens da proposta de Acordo, os trabalhadores da ESOL vêm nitidamente demonstrando também seu descontentamento com a falta de respeito da empresa para com todo o seu pessoal. As más condições de trabalho podem ser comprovadas no dia a dia:

a) Falta de EPIs: uniformes sujos, desbotados e até rasgados, por exemplo;

b) Alimentação sem qualidade: marmita despadronizada e sem variedade. Além disso, por conta da mudança da programação, muitos trabalhadores recebem marmitas frias;

c) Repasse Plano de Saúde: desconto de 10,18% de uma única vez em dezembro passado, retroagindo a outubro;

d) Quantidade absurda de horas extras: ocorreram situações em que a pessoa trabalhou quatro domingos no mês, sem folga, ferindo a CLT.

Resistir para conquistar!

O Sinergia CUT reitera que, enquanto perdurar o movimento, o comando de greve manterá o atendimento das necessidades essenciais e inadiáveis, e serviços de urgência e emergência, nos termos da Lei de greve. À luta!

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