Elektro é multada por descumprimento da liminar dos uniformes

Elektro é multada por descumprimento da liminar dos uniformes
14 março 09:03 2018 Débora Piloni

O Sinergia CUT e a Elektro participaram, na tarde desta terça-feira (13), na 4ª Vara do Trabalho em Campinas, da Audiência Una referente à liminar concedida no final do ano passado, que determinou que a Elektro providencie a limpeza e a manutenção dos uniformes utilizados pelos trabalhadores.

Logo no início da audiência, a empresa tentou convencer a Justiça de que essa liminar requer prazos extensos, porque dependeria de orçamentos, aprovações e de uma grande infraestrutura por parte da empresa para o seu cumprimento. Não convenceu a ninguém.

Mesmo porque, a defesa da Elektro no processo se manifestou em sigilo, ou seja, o Sindicato não teve acesso para contra-argumentação.

Impasse e multa
Os representantes da Elektro até afirmaram da intenção em fazer acordo desde que fosse suspensa a liminar para posterior negociação. O Sinergia Campinas, por sua vez, mostrou-se favorável em negociar e fazer acordo, desde que com a liminar vigente e com prazos para o cumprimento da lavagem do uniforme.

Com o impasse criado e, diante da negativa da empresa, a juíza não teve dúvida e registrou o descumprimento da liminar bem como mandou executar a multa.

E foi dado o prazo de cinco dias, a partir de hoje (14), para o Sindicato ter acesso e se manifestar nos autos sobre a defesa apresentada pela Elektro.

Ficou agendada a Audiência de Instrução para o dia 6 de abril.

“O Sinergia Campinas se manifestará no processo dentro do prazo estabelecido, logo após tomar ciência da argumentação da empresa. Continuaremos firmes para que seja cumprida a liminar”, afirma a direção do Sindicato.

História
Vale lembrar que, no dia 23 de novembro passado, a Justiça do Trabalho deu parecer favorável aos trabalhadores da Elektro referente aos custos da limpeza dos uniformes que utilizam, determinando que a empresa providenciasse a higienização e manutenção dos uniformes antichamas. Essa é uma antiga reivindicação dos trabalhadores e foi motivo de ação judicial movida pelo Sinergia CUT em 2017.

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