6º Encontro de Aposentados (as) e Pensionistas do Sinergia CUT: os desafios da classe trabalhadora e as ações judiciais em pauta

6º Encontro de Aposentados (as) e Pensionistas do Sinergia CUT: os desafios da classe trabalhadora e as ações judiciais em pauta
25 maio 12:25 2018 Elias Aredes Jr

No primeiro dia de debates do 6º Encontro de Aposentados (as) e Pensionistas do Sinergia CUT, os cerca de 150 delegados participantes tiveram como tema inicial “Desafios da Classe Trabalhadora”, em que ficou evidenciada a preocupação de fugir das armadilhas que estão colocadas para destruir os muros de segurança construídos nos últimos anos pelos trabalhadores e que agora estão ameaçados.

O presidente do Sinergia Campinas, Carlos Alberto Alves, fez um histórico de todo o processo de privatização patrocinado pelos governos do PSDB desde meados da década de 1990.

Como o governo ilegítimo instalado no Palácio do Planalto quer sucatear toda e qualquer empresa pública, Alves alertou para o problema de sucateamento dos fundos de previdência. “Se não criarmos uma condição de luta, a situação vai piorar e muito”, disse o dirigente, que lembrou da importância da eleição da Fundação CESP, que terá nove vagas em disputa. “Querem transformar a Fundação CESP em uma Vasp. Por isso, temos que eleger gente sintonizada com a vontade dos trabalhadores e com os patrocinadores”, arrematou.

Ações judiciais
A advogada do Sinergia Campinas, Tânia Tossetti fez um pente fino sobre os processos do Sindicato, especialmente ações que poderão beneficiar muitos trabalhadores caso ocorra ganho de causa.

Na ação dos aposentados da 4819, o advogado Nilson Lucílio recordou que o atual candidato a presidente da República, Geraldo Alckmin, enquanto foi governador do estado de SP, tentou de todas as formas acabar com o direito e só não terminou devido a ação dos Sindicatos. “Todos os anos precisamos entrar na Justiça para preservar esses direitos”, afirmou o advogado. “Temos que pensar no aspecto político. São essas pessoas que querem prejudicar os trabalhadores e aposentados”, completou.

Além da questão das ações judiciais, Nilson Lucílio alertou para que se esteja ligado nos desafios colocados pela conjuntura nacional, principalmente na ânsia de reformas por parte do Governo ilegítimo. “A reforma da previdência ainda não tem clima político e porque existe intervenção federal no Rio de Janeiro porque a proposta é de emenda constitucional, e a votação só acontece quando a intervenção acabar. Temos que nos unir porque é um golpe nos direitos dos trabalhadores”, disse o advogado. “Precisamos colocar pessoas que revoguem o que aconteceu neste país”, arrematou.

O advogado enfatizou que essas e outras ações podem ser acompanhadas por boletins e no site do Sinergia CUT.

 

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