Economia

Usado para reajuste de aluguel e contas de luz, IGP-M sobe de 19,45% para 23,70%

Índice também é usado para reajuste de tarifas por empresas de telefonia, pelo setor de educação e pelos planos de saúde

Usado para reajuste de aluguel e contas de luz, IGP-M sobe de 19,45% para 23,70%
10 novembro 18:11 2020 Redação CUT

Com as taxas de desemprego e inflação batendo recordes, trabalhadores e trabalhadoras têm de enfrentar mais uma batalha. Desta vez, contra os reajustes dos alugueis, contas de luz, planos de saúde e educação.

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), que é usado no reajuste de contratos de aluguel e de outros serviços, acumula alta de 23,79% nos últimos 12 meses, segundo dados divulgados nesta terça-feira (10), pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (FGV/IBRE).

De acordo com a FGV/IBRE, o índice registrou inflação de 2,67% na primeira prévia de novembro. No mesmo período de outubro o índice ficou em 1,97% – acumulado do ano era de 19,45%.

Além de ser o indexador que corrige os valores dos contratos de aluguéis, o IGP-M também é utilizado por empresas de telefonia e de energia elétrica na definição do reajuste das tarifas– preços das contas de luz podem disparar -,  pelo setor da educação e pelos planos de saúde.

O que é o IGP-M?

O IGP-M é o Índice Geral de Preços do Mercado. Ele é medido pela Fundação Getúlio Vargas desde 1989 e tem como variáveis desde os preços das matérias-primas até os de bens e produtos finais. Por isso, a taxa de câmbio  influencia tanto o índice.

Para chegar ao resultado do IGP-M, outros índices entram no cálculo, como o IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor – Mercado), IPA-M (Índice de Preços por Atacado – Mercado) e INCC-M (Índice Nacional do Custo da Construção – Mercado). Cada um deles possui peso diferente no cálculo e assim, chega-se ao valor do IGP-M.

Com o dólar em alta, as matérias-primas e commodities ficam mais caras para o mercado interno brasileiro devido às vantagens financeiras de exportá-las. Assim, a taxa do IGP-M é “puxada” para cima.

Mais informações no site do FGV/IBRE.

Escrito por: Redação CUT

 
 
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