CUT decide intensificar luta pelo ‘Fora Bolsonaro e Mourão’ e pela vacina para todos

Em resolução divulgada na sexta-feira (5), Central lista outras prioridades, como emprego, não à privatização, pagamento do auxílio emergencial até o fim da pandemia e manutenção dos empregos na Ford

CUT decide intensificar luta pelo ‘Fora Bolsonaro e Mourão’ e pela vacina para todos
05 fevereiro 14:59 2021 CUT Nacional

Em resolução divulgada na sexta-feira (5), Central lista outras prioridades, como emprego, não à privatização, pagamento do auxílio emergencial até o fim da pandemia e manutenção dos empregos na Ford

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Em defesa do Brasil, da vida, dos empregos e dos serviços públicos de qualidade, a CUT decidiu intensificar o combate à reforma Administrativa e às privatizações e reforçar a luta pelo ‘Fora Bolsonaro e Mourão’, com ‘impeachment já’ junto com as Frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo e com o conjunto das centrais sindicais.

As decisões foram tomadas pela Direção Executiva Nacional da CUT, reunida por meio de videoconferência, nesta quinta-feira (4).

Entre as principais resoluções estão ainda a intensificação da campanha pelo auxílio emergencial até o fim da pandemia, pela vacinação de todos os brasileiros, pela pressão nos governos para que adotem medidas para a manutenção e retomada dos empregos e pela nacionalização da luta em defesa dos empregos na Ford, exigindo a encampação, seguida da nacionalização do parque industrial da empresa, que recebeu bilhões de incentivos do poder público.

“Precisamos buscar o apoio e o engajamento nessa luta de todos os setores da sociedade que concordem com a base da nossa unidade: vacinação para todos e todas em defesa do SUS; a volta imediata do auxílio emergencial, manutenção da proteção aos empregos e Fora Bolsonaro, Impeachment Já, visando ampliar e construir uma frente democrática e popular, com potencial de mobilizar a população e viabilizar o impeachment”, diz trecho da resolução. 

Outra decisão é fortalecer a campanha de denúncia contra Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e outros protagonistas da farsa da Lava Jato, pela inocência e retomada dos direitos políticos de Lula.

Confira a íntegra da Resolução:

A Direção Executiva Nacional da CUT, reunida no último dia 4 de fevereiro de 2021, por meio de videoconferência, analisou a conjuntura e as ações desenvolvidas.

Como resultado do debate coletivo, reafirmou as diretrizes e avaliações contidas na resolução da DN de dezembro de 2020 e aprovou a seguinte resolução política:

  1. Em face da dramática situação derivada da crise sanitária devemos fortalecer a Campanha Vacina Já para todas e todos! É necessária a quebra das patentes das vacinas, a testagem em massa e outras medidas de contenção da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). A vacinação deve seguir priorizando grupos essenciais, como trabalhadores da saúde, de cuidados e da educação e as populações mais vulneráveis à doença. Somos contra o retorno às aulas presenciais sem as condições sanitárias adequadas, e com calendário de vacinação. 
  2. Intensificar a campanha pelo Auxílio Emergencial Já e cobrar medidas de apoio aos pequenos e micro negócios visando assegurar o pagamento dos salários dos trabalhadores e das trabalhadoras com contrato suspenso ou com redução de jornada de trabalho, bem como iniciativas concretas em defesa da segurança alimentar e contra a fome. 
  3. Em virtude do aumento do desemprego, do custo de vida, da miséria e da fome, agravados com o fechamento de empresas de todos os tamanhos, a CUT deve intensificar a campanha articulada no Fórum das Centrais para que governos das três esferas – federal, estadual e municipal – adotem medidas para a manutenção e retomada dos empregos perdidos durante a pandemia. Nacionalizar a luta em defesa dos empregos na Ford, exigindo a encampação, seguida da nacionalização do parque industrial da empresa, que recebeu bilhões de incentivos do poder público, inclusive dos governos estaduais da BA, SP e CE. Todo apoio à luta contra as demissões no Banco do Brasil (BB). 
  4. Continuar o combate à reforma Administrativa e às privatizações, conduzindo as campanhas em andamento e fortalecendo as lutas contra as proposições da reforma em tramitação no Congresso Nacional, bem como contra os processos de desmonte de estatais e empresas públicas em curso, envolvendo petroleiros, bancários, trabalhadores dos correios, da Eletrobras, portuários, dentre outros.  
  5. O momento exige o reforço à luta pelo ‘Fora Bolsonaro e Mourão’, com impeachment já! Devemos multiplicar as atividades de base e articular essa luta geral com as necessidades mais imediatas da classe trabalhadora. Estamos unidos nessa batalha com as Frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo e com o conjunto das centrais sindicais. Precisamos buscar o apoio e o engajamento nessa luta de todos os setores da sociedade que concordem com a base da nossa unidade: vacinação para todos e todas em defesa do SUS; volta imediata do auxílio emergencial, manutenção da proteção aos empregos e Fora Bolsonaro, Impeachment Já, visando ampliar e construir uma frente democrática e popular, com potencial de mobilizar a população e viabilizar o impeachment. 
  6. Fortalecer a campanha de denúncia contra Sérgio Moro, Dallagnol e outros protagonistas da farsa da Lava Jato, pela inocência e retomada dos direitos políticos de Lula. Fortalecer e intensificar o trabalho de base nas redes sociais e todos os meios possíveis.  
  7. Aprofundar o debate sobre o projeto político organizativo da CUT, visando ampliar a representação, tendo como referência as resoluções do 13° Concut. Para contrapor os ataques do governo Bolsonaro à organização sindical, defender a aprovação da PEC 196/19 construída em acordo com a maioria das Centrais Sindicais. Realizar um debate intenso e articulado com todas as nossas entidades; fortalecer e intensificar o trabalho de base e organização nos locais de trabalho, contemplando os trabalhadores e trabalhadoras submetidos às novas formas de contratação e orientando nossas entidades nas negociações sobre teletrabalho.  
  8. Dar sequência às denúncias e articulações internacionais assegurando uma participação ativa do Brasil nos fóruns sindicais internacionais, como o evento anti-Davos. 

Direção Executiva Nacional da CUT

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