Covid-19

Na contramão do mundo, pandemia de Covid-19 segue em expansão no Brasil, diz OMS

Segundo a OMS, o Brasil, que ultrapassou a Índia na média móvel diária de mortes, registrou na semana passada um salto de 11% no número de novos infectados

Na contramão do mundo, pandemia de Covid-19 segue em expansão no Brasil, diz OMS
23 junho 16:48 2021 Redação CUT

Na contramão do mundo, a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) segue em expansão no Brasil, que ultrapassou a Índia na média móvel de mortes, e preocupa entidades como a Organização Mundial da Saúde (OMS), que lamentou a situação do país.

Nesta terça-feira (22), o Brasil registrou 2.080 mortes por Covid-19 em 24 horas e totaliza 504.897 vidas perdidas para a doença desde o início da pandemia. A média de mortes está em estabilidade, mas com alta de 14% em duas semanas. Depois de seis dias seguidos acima de 2 mil, a média nesta terça-feira (22) ficou um pouco abaixo desse patamar: 1.962.

No mesmo período, foram registrados 86.833 novos casos, totalizando 18.056.639 pessoas contaminadas desde março do ano passado. A média de casos está em alta e subiu 26% em duas semanas. São, em média, 73.255 novos casos por dia.

De acordo com a OMS, a pandemia no Brasil segue uma trajetória que vai no sentido contrário à média global. Dados da entidade publicados nesta quarta-feira (23), de acordo com o blog do Jamil Chade, no UOL, revelam que os totais de novos casos e de mortes na semana passada no mundo sofreram uma queda importante em comparação com os sete dias anteriores. Mas não no Brasil.

Segundo o levantamento, o mundo teve redução de 6% no número de novos casos, para um total de 2,5 milhões de casos entre os dias 14 e 20 de junho. As mortes caíram em 12%, para 64 mil. As taxas são as mais baixas desde fevereiro.

Mas no caso do Brasil, os dados revelam um sinal contrário. Na semana, o país registrou um salto de 11% no número de novos infectados, para um total de 505 mil.

A taxa de transmissão do coronavírus voltou a subir no Brasil para 1,13, nesta terça-feira (22), segundo levantamento Imperial College de Londres. Isso significa que 100 pessoas infectadas transmitem o vírus outras 113. É a segunda semana seguida de aumento.

Brasil tem mais casos que a Índia

Os dados oficiais indicam que, ao contrário do Brasil, que tem 211 milhões de habitantes, a Índia, que tem mais de 1,366 bilhão de habitantes,  registrou uma queda de 30% na incidência da doença e  deixou de liderar o ranking de locais com maior número de novos infectados. Na semana, o país registrou 441 mil casos. Mas especialistas alertam para uma subnotificação generalizada no país.

Especialistas indicam que curva brasileira de casos e mortes cresceu devido à sequência de erros cometidos pelo governo federal.

Para o médico e neurocientista Miguel Nicolelis, professor da universidade americana de Duke, isso é o resultado dos erros cometidos na condução da pandemia pelo governo federal.

“O governo federal ao negar a gravidade, ao não combater apropriadamente o espalhamento do vírus pelo país com medidas como lockdown e o isolamento social e uso de máscaras, basicamente definiu o destino do Brasil como pior manejo da pandemia no mundo”, afirmou.

Pandemia no Brasil

Sete estados estão com aumento na média de mortes. Paraná e São Paulo tiveram as maiores altas. Em estabilidade, estão 12 estados e o Distrito Federal.

Vacinação

Em 24 horas, 1.218.105 pessoas tomaram a primeira dose e outras 118.832 receberam a segunda dose. Somando, foram 1.336.937 doses aplicadas em 24 horas.

Tomaram a primeira dose no Brasil 65.654.739 pessoas, ou 31% da população. E 24.509.708 receberam também a segunda dose, ou seja, 11,57% das pessoas estão com a imunização completa.

Escrito por: Redação CUT

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