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Prévia da inflação: Em junho, IPCA-15 atingiu 4,13% no ano e 8,13% em doze meses

Com altas da gasolina e energia, IPCA-15 do mês foi de 0,83%

Prévia da inflação: Em junho, IPCA-15 atingiu 4,13% no ano e 8,13% em doze meses
25 junho 14:10 2021 Redação CUT

Com novas altas na gasolina, energia elétrica, transporte e habitação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação oficial, subiu em 0,83% em junho e atingiu 4,13% no ano. Em 12 meses, o índice aumulado  foi de 8,13%.

De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (25), pelo menos uma região metropolitana, a de Fortaleza, já atinge inflação de dois dígitos (10,08%).

RegiãoPeso Regional (%)Variação Mensal (%) Variação Acumulada (%)  
AbrilMaioJunhoTrimestre12 meses 
Porto Alegre8,610,630,321,182,148,76 
Salvador7,190,580,371,142,107,66 
Recife4,710,480,651,082,239,10 
Curitiba8,090,880,441,002,349,85 
Fortaleza3,880,521,080,842,4610,08 
São Paulo33,450,470,400,811,697,30 
Belo Horizonte10,040,570,490,741,818,93 
Rio de Janeiro9,770,830,400,691,936,80 
Goiânia4,960,490,600,611,719,19 
Brasília4,840,98-0,180,441,247,41 
Belém4,460,390,830,291,528,51 
Brasil100,000,600,440,831,888,13 
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços, Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor.

A gasolina e a energia elétrica respondem por mais de um terço da taxa registrada em junho. Cada uma contribuiu com 0,17 ponto percentual, os maiores impactos individuais.

O grupo habitação registrou aumento de 1,67%,  puxado pela energia elétrica por causa da mudança na bandeira tarifária de vermelha patamar 1 (R$ 4,169) para vermelha patamar 2 (R$ 6,243) – os  valores extras das bandeiras tarifárias são cobrados a cada 100 kWh consumidos.

Já no grupo transportes, o maior impacto (0,28 p.p.) no mês de junho, registrou alta de 1,35%, influenciado pela alta nos preços dos combustíveis (3,69%). Embora a gasolina (2,86%) tenha tido uma das menores altas do grupo dos transportes – comparada ao gás veicular (12,41%), ao etanol (9,12%) e ao óleo diesel (3,53%) – tem o maior peso e já acumula variação de 45,86% nos últimos 12 meses.

Alimentação e bebidas continuam subindo, mas de forma estável. Em junho, a alta foi de 0,41%, resultado próximo ao do IPCA-15 de maio (0,48%). A alimentação no domicílio passou de 0,50% em maio para 0,15% em junho.

Contribuíram para essa desaceleração os recuos nos preços das frutas (-6,44%), da batata-inglesa (-9,41%), da cebola (-10,32%) e do arroz (-1,91%). Por outro lado, as carnes (1,14%) seguem em alta. Além disso, os preços do leite longa vida (2,57%) e de alguns derivados como o queijo (1,99%) também subiram.

Na alimentação fora do domicílio (1,08%), o movimento foi inverso. Tanto a refeição (0,86%) quanto o lanche (1,67%) aceleraram em relação a maio, quando registraram inflação de 0,16% e 0,72%, respectivamente. As altas podem ser explicadas, em parte, pelos aumentos nos preços dos produtos de proteínas como carne e queijos, assim como pela alta de outros custos assim como transporte e energia.

O grupo saúde e cuidados pessoais (0,53%), por sua vez, apresentou variação menor que a do mês anterior (1,23%) e contribuiu com 0,07 p.p no índice geral.

Mais sobre o IPCA-15

O Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor (SNIPC) produz contínua e sistematicamente índices de preços ao consumidor. Com divulgação na internet iniciada em maio de 2000, o IPCA-15 difere do IPCA apenas no período de coleta, que abrange, em geral, do dia 16 do mês anterior ao 15 do mês de referência, e na abrangência geográfica.

Atualmente a população-objetivo do IPCA-15 abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários-mínimos, qualquer que seja a fonte, residentes em 11 áreas urbanas das regiões de abrangência do SNIPC, as quais são: regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e do município de Goiânia.

Com informações da Agência de Notícias do IBGE. 

Escrito por: Redação CUT

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