CS 2019: trabalhadores da CTG Paraná deliberam proposta final de ACT

Assembleias começaram na quarta (02) e deverão continuar somente na próxima semana em virtude do defeito apresentado no transformador da Usina de Ilha Solteira no dia 01 de outubro. Não fique de fora!

Foto Divulgação

Débora Piloni

Após a rejeição da proposta em assembleias, o Sinergia CUT tentou insistentemente buscar uma outra proposta negociada  para resolver o problema das horas in itinere dos trabalhadores da CTG Paraná. E, em reunião realizada no último dia 26 de setembro, a empresa apresentou o que chamou de sua proposta final, que está sendo levada para deliberação dos trabalhadores.
Todas as assembleias estavam previstas para acontecer na quarta-feira (02), porém, em virtude do defeito apresentado no transformador da Usina de Ilha Solteira, que pegou fogo na tarde da última terça-feira (01), não foi possível realizar a assembleia neste local. O incidente não provocou vítimas. Assim que a situação for totalmente normalizada, uma nova data será agendada e divulgada.
Caso os trabalhadores aprovem a proposta, será encaminhada correspondência para a empresa informando o resultado. Em caso de rejeição da proposta, o Sindicato também informará a empresa, no entanto, solicitará a reabertura do processo negocial. Caso não haja a reabertura  ou nova proposta, o Sinergia CUT entrará com ação pré processual (Pré Dissidio).
Confira abaixo os principais itens da proposta que está sendo deliberada:

  • Reajuste de salários: 4,66% + 0,5% de aumento real (totalizando 5,18%)
  • Demais benefícios : 4,66% + 0,13% de aumento real (4,8%)
  • PRR 2020: discute até dezembro de 2019
  • Gerenciamento de Pessoal: apesar de muita insistência do sindicato sobre a importância dessa cláusula, informaram que os chineses não concordam.
  • Auxílio creche: mantém o valor atual e a partir de agora, acrescenta o auxilio babá, no valor de R$ 735,00 (ambos reajustados pelo mesmo índice dos salários)
  • Estabilidade pré-aposentadoria: passa de 24 para 18 meses
  • Vigência: 2 anos, desde que a proposta seja aceita como um pacote.
  • Horário Flexível: a empresa quer fazer um acordo à parte sobre esse item.
  • Horas in itinere:

→  Para os operadores: um abono indenizatório de R$ 5.000,00;
→  Para os trabalhadores em horário comercial: um abono indenizatório de R$ 2.000,00 (lembrando que esses trabalhadores não faziam jus a nenhum tipo de compensação pelo fim da hora in itinere)
Segundo a Súmula 291, para se ter direito à indenização, o trabalhador tem que ter 12 meses ou mais de recebimento da hora in itinere. Como existem trabalhadores novos (menos de 1 ano de casa), foi acordado que, para esses trabalhadores, será pago pro rata, ou seja:
→  Operadores: R$ 5.000,00 dividido por 36 e multiplicado pelo numero de meses.
→  Comercial: R$ 2.000,00 dividido por 36 e multiplicado pelo numero de meses.

  • Manutenção das demais cláusulas que a empresa desejava retirar do acordo.

Taxa negocial!
Em caso de aprovação da proposta, os trabalhadores deliberarão também pela cobrança da taxa negocial no mesmo valor do reajuste (5,18%).
Participe!
Só a luta te garante!