Estagnação na América Latina leva desemprego de jovens ao maior nível em 20 anos

Estagnação na América Latina leva desemprego de jovens ao maior nível em 20 anos
31 janeiro 16:55 2020 Redação CUT

Organização Internacional do Trabalho acende sinal de alerta sobre o presente e o futuro de “milhões de jovens que não encontram oportunidades”. Um em cada cinco busca ocupação e não encontra

O desemprego entre os menores de 25 anos tornou-se “um traço estrutural das economias”, segundo o Panorama Trabalhista da América Latina e Caribe, publicado nesta terça-feira (28) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), revela matéria de Ignacio Fariza, do El País.

De acordo com a matéria, os sinais de alarme são muitos e vão desde a taxa de desocupação juvenil que cresceu 0,3 ponto percentual em 2019, chegando a 19,8%, o triplo da média da população adulta. Isso significa que 1 em cada 5 menores de 24 anos que procuram trabalho não encontra. E mais, a maioria dos que estão sendo contratados enfrenta condições precárias: informalidade, salários baixos em relação ao custo de vida, escassa estabilidade no emprego e quase nula oferta de programas de formação por parte dos empregadores.

O emprego juvenil se caiu em 11 países que representam quase 90% da força de trabalho ocupada na região – Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, México, Paraguai, Peru e Uruguai.

Vivem na região 110 milhões de pessoas na faixa dos 15 aos 24 anos, uma cifra que triplicou desde a década de 1950. E esses jovens, apesar de terem recebido mais educação que as gerações anteriores – em boa medida porque nasceram e cresceram numa época marcada pelo crescimento econômico, enquanto durou o boom das matérias-primas -, enfrentam uma inserção no mercado caracterizada por “uma elevada precariedade”. Dos que trabalham, 6 em cada 10 atuam na informalidade e 22% nem estudam nem trabalham, “uma situação que é ainda mais crítica entre as mulheres”, dia a reportagem do El País.

Confira aqui a íntegra da matéria.

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