INSENSATEZ

INSENSATEZ!!!

Como se não houvesse a pandemia do novo coronavírus, ENERGISA arrisca a vida de seus trabalhadores e de toda a sociedade. Sinergia CUT aciona a Justiça!

INSENSATEZ!!!
26 março 12:13 2020 Débora Piloni

Como se não houvesse a pandemia do novo coronavírus, Energisa arrisca a vida de seus trabalhadores e de toda a sociedade. Sinergia CUT aciona a Justiça!

Imprudência, descuido, inconsciência, inconsideração, irreflexão … todas essas palavras são sinônimos de IRRESPONSABILIDADE que, para o Sinergia CUT, é o que impera atualmente na Energisa quando se trata do relacionamento que a empresa tem mantido com seus trabalhadores e também com a sociedade.

Ou seja, em tempos de pandemia do novo coronavírus, na contramão de todas as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das as ações realizadas no país para o enfrentamento do Covid-19, a Energisa continua atuando de forma desumana, visando o lucro sobre lucro, colocando em risco de contaminação seus trabalhadores e também a população.

Aberração!
Ignorando totalmente a existência da pandemia, a empresa tem colocado seus trabalhadores nas ruas, sob ameaça de demissão e sem nenhum tipo de proteção. Ou seja, esse pessoal está realizando o trabalho sem máscaras, luvas e outros Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

E desde o início dessa crise, o Sindicato vinha solicitando por cartas as alterações sugeridas pelas autoridades da Saúde, como manter em funcionamento nas concessionárias de energia apenas os serviços de urgência e emergência, sem queda da qualidade do serviço, que é um bem essencial e público, e com objetivo de preservar tanto a categoria eletricitária quanto toda a sociedade.

Essa solicitação foi ratificada na última terça-feira (24) pela Aneel, que proibiu o corte de energia por falta de pagamento e aprovou um conjunto de medidas para garantir a continuidade do serviço de distribuição de energia elétrica, protegendo consumidores e trabalhadores das concessionárias em meio ao cenário de pandemia do novo coronavírus. E essas medidas valem por 90 dias podendo ser prorrogadas.
Pois bem…, na quarta-feira (25), mesmo depois do lançamento das medidas da Agência Nacional de Energia Elétrica, trabalhadores da Energisa foram pressionados a ir para as ruas, mesmo que não fosse para cumprir os serviços de urgência e emergência.

O Covid-19 é uma verdade. Já algumas pessoas…
Em Bragança Paulista, por exemplo, um dirigente do Sinergia CUT presenciou situações descabidas no dia 25: leituristas que estavam sem os devidos EPIs e materiais necessários de proteção e alguns que são até do grupo de risco do Covid-19 trabalhando normalmente. Visando a sua proteção e também a dos consumidores, alguns desses trabalhadores se utilizaram do direito de recusa previso na lei e garantido na resolução da Aneel.

Outra situação ocorrida em Bragança e que causou indignação foi atitude dissimulada da empresa que, através de seu interlocutor, entrou em contato com o Sindicato solicitando a intermediação do dirigente sindical com os trabalhadores na tentativa de apaziguar a situação e achar uma solução no menor tempo possível. Com essa visão, o dirigente sindical foi até o local e, tomando todas as precauções necessárias contra o coronavírus, conversou com os trabalhadores e fez a mediação. Detalhe: estavam todos reunidos numa sala pequena, em audioconferência com a empresa, contrariando as recomendações das autoriadades de saúde. E a outra ingrata surpresa veio na sequência: em ofício, a Energisa afirmou que o Sindicato teria entrado na empresa sem autorização e invadido uma reunião que era apenas entre a empresa e seus trabalhadores. Inverdade descabida!

Providências
Com tantos desmandos e ações contraditórias por parte da Energisa e , sempre preocupado com a saúde dos trabalhadores e também com a população, o Sinergia CUT entrará com ação na Justiça para denunciar a falta de medidas de proteção da saúde e da vida dos trabalhadores do setor elétrico e para assegurar o direito de recusa aos eletricitários à execução de serviços que os expõem à situação de risco grave e iminente.

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