CUT e centrais defendem indústria voltada a equipamentos de combate ao coronavírus

Documento será entregue na quarta-feira ao governo paulista. Entidades também vão organizar arrecadação de alimentos

CUT e centrais defendem indústria voltada a equipamentos de combate ao coronavírus
07 abril 12:50 2020 Redação RBA

Documento será entregue na quarta-feira ao governo paulista. Entidades também vão organizar arrecadação de alimentos

Publicado: 07 Abril, 2020 – 11h33 | Última modificação: 07 Abril, 2020 – 11h39

Escrito por: Redação RBA

Divulgação/Senai
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CUT, demais centrais sindicais e entidades de trabalhadores do setor industrial preparam documento, a ser entregue a governadores, defendendo a chamada reconversão, uma adaptação das empresas para produzir equipamentos usados no combate ao coronavírus – como respiradores –, já iniciada em alguns setores, entre outras medidas.

“Esses equipamentos estão fazendo falta para profissionais da saúde e para pacientes”, afirmou o presidente da CUT, Sérgio Nobre. Segundo ele, o documento será entregue nesta quarta-feira (8) ao governo de São Paulo. E seguirá para outros governadores, “que também estão abrindo mesas de negociação sobre esse tema”.

O sindicalista chamou a atenção para o crescimento do número de casos, que nesta segunda-feira 6) superaram os 12 mil, segundo o Ministério da Saúde. Ele lembra que há uma semana esse número não chegava a 5 mil. O total oficial de mortes chega a 553, sendo 304 no estado de São Paulo.

“A contaminação está se alastrando de maneira muito rápida. É muito importante que você fique em casa”, reforçou o dirigente, em vídeo. “Não saia e não arrisque a sua vida e de sua família. Não há coisa melhor a ser feita do que a política de isolamento.”

Ele informou ainda que nesta terça (7), Dia Mundial da Saúde, a CUT lança uma campanha em defesa do SUS e será feita manifestação em homenagem aos trabalhadores do setor. Organizações convocam para um nova edição da ação #AplausosNaJanela, às 20h.

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, lembrou que a preocupação também se volta para os trabalhadores informais e moradores de rua, que enfrentam mais dificuldades. Por isso, anunciou o início de uma campanha nacional de arrecadação de alimentos. “Conseguimos aprovar no Congresso a renda mínima emergencial. O governo sancionou, mas esse dinheiro ainda não chegou na mão de quem mais precisa”.

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