Governo usa dinheiro do trabalhador na pandemia, mas País precisa de dinheiro novo

Governo usa dinheiro do trabalhador na pandemia, mas País precisa de dinheiro novo
09 abril 09:57 2020 Vanilda Oliveira, da CUT

Afirmação é do presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, que critica Medida Provisória 946 que libera parcela de FGTS como forma de enfrentar a crise causada pelo coronavírus

Publicado: 08 Abril, 2020 – 18h03 | Última modificação: 08 Abril, 2020 – 18h12

Escrito por: Vanilda Oliveira

Reprodução
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O presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, criticou o governo Bolsonaro-Guedes pela nova liberação de novo saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), por meio da Medida Provisória 946, publicada na noite de terça-feira (7). Os valores serão liberados de junho a dezembro deste ano.

“É uma medida ruim. Em vez de injetar dinheiro novo na economia para enfrentar os efeitos da pandemia de coronavírus (Covid-19) e, dessa forma, proteger a população, Bolsonaro libera recursos que já pertencem aos trabalhadores”, disse o presidente nacional da CUT, nesta quarta-feira (8).

Sérgio Nobre destaca que o FGTS é um fundo a que os trabalhadores têm direito para utilizar em um momento de desemprego. “O governo federal deveria ter feito o que a maioria dos grandes países do mundo estão fazendo, que é injetar em torno de até 30% dos seus PIB (Produto Interno Bruto) para enfrentar essa crise”, comparou o presidente da CUT

“Mas o que fez Bolsonaro até agora: Não colocou nem sequer 8% do PIB  nos programas e medidas desde que começou a pandemia no Brasil”, disse Sérgio Nobre.

Para comparar: No Reino Unido e na Espanha, as medidas para enfrentar a pandemia já ultrapassaram 17% do PIB, isso até meados de março. Na Alemanha, os gastos do governo atingiram 37% do PIB), com o pacote de março no total de 800 bilhões de euros.

Reunião com governadores

Na tarde desta quarta-feira (8), Sérgio Nobre. representantes das demais centrais sindicais e dirigentes estaduais se reuniram com o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior. Na pauta, a proteção dos direitos, da saúde, dos empregos e da renda da classe trabalhadora durante a pandemia de coronavírus.

Como resultado, mais uma mesa de negociação foi criada, Até o momento, já são três: governos de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Estão pré-agendadas reuniões com os governadores do Fórum do Nordeste.

“Expus ao governador do Paraná as principais demandas da classe trabalhadora neste momento de crise e, em especial a nossa preocupação com os trabalhadores em serviços essenciais, a manutenção dos direitos, empregos e também a reconversão e preservação do parque produtivo no Estado”, disse Sérgio Nobre.

Segundo o dirigente, “é mais uma importante mesa de negociação instalada”. “Agora, cabe aos nossos sindicatos ocupar esses espaços estaduais para proteger os  trabalhadores, proteger o emprego, proteger a renda neste momento de crise”, afirmou Sérgio Nobre.

O presidente nacional da CUT, no vídeo desta quarta-feira (8), também fala dos 22 milhões de brasileiros que já se cadastraram para receber o auxílio emergencial.

Assista a íntegra do vídeo:

 

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