Assembleias por videoconferência

Trabalhadores da CEC da Elektro participam nesta quinta (21) e sexta (22) de assembleias virtuais informativas

Os links para ter acesso às assembleias - às 19h do dia 21 de janeiro e às 8h do dia 22 de janeiro - estão na matéria. Participe!

Trabalhadores da CEC da Elektro participam nesta quinta (21) e sexta (22) de assembleias virtuais informativas
19 janeiro 15:57 2021 Nice Bulhões, com informações da Secretaria Geral

O Sinergia CUT convoca os trabalhadores da Central de Experiência com o Cliente (CEC) da Elektro a participar de assembleias informativas por videoconferência, pela plataforma Zoom, para tratar sobre conquistas obtidas no ACT vigente, assinado em 26 de abril de 2020, e que não foram implementadas na sua totalidade. A primeira assembleia virtual acontece às 19h desta quinta (21). Clique no link para participar dela: https://us02web.zoom.us/j/84751333422. A segunda será realizada às 8h desta sexta (22). Para ter acesso a essa última, basta clicar no link: https://us02web.zoom.us/j/82746869023.

Duas conquistas que estão na pauta dessas assembleias virtuais são: a implantação do Plano de Cargos e Salários (PCS) e a escala de 5×2 com folgas nos finais de semana e feriados para a CEC. É preciso relembrar que a Campanha Salarial (CS) 2019 com a Elektro, que durou até 2020, mais de 11 meses, devido à intransigência da empresa que insistiu em uma proposta global e indivisível (Acordo Coletivo, PLR, novo plano de saúde/odontológico e novo CEC), trouxe a prorrogação das cláusulas do ACT vigente e essas conquistas aos trabalhadores do call center.

Entretanto, apesar de o ACT ter sido assinado em 26/04/2020, a Elektro só começou implementá-lo, timidamente, no tocante à CEC, na avaliação do Sindicato, em outubro passado, após cobranças da entidade sindical. Após esgotados todos os canais de negociação, o Sinergia CUT conseguiu uma mesa redonda de mediação na Gerência Regional do Trabalho (GRT) de Campinas, do Ministério Público do Trabalho (MPT), realizada no dia 15/12/2020. O mediador solicitou à empresa relatórios de saúde que deveriam ser entregues até final dezembro de 2020.

PCS

Após árdua negociação com a Elektro, a CEC conquistou um Plano de Cargos e Salários contemplando três cargos: agentes nível 1, 2 e 3, com diferenciação salarial. Juntos, totalizariam, em média, 200 vagas, sendo 50 de nível 1, 100 de nível 2 e 50 de nível 3. Essas vagas seriam preenchidas em cinco anos, uma vez aprovado o ACT.

Mas, a empresa não procurou o Sindicato para discutir os critérios para promoção ao nível 3 e a implementação desta divisão de funções. A entidade sindical, ao contrário, provocou a empresa a discutir o PCS, mas ela permaneceu inerte ao tema. No final de 2020, ela abriu um recrutamento interno para preenchimento de seis vagas para o nível 3, sendo essa a sua única real ação até o momento.

Escala: 6 horas faladas ou 6 horas logado?

Para se chegar à escala de 5×2 com folgas nos finais de semana e feriados, foi negociada uma jornada de 7 horas e 42 minutos, sendo duas pausas de 10 minutos conforme prevê a NR-17 (dentro da jornada), e um intervalo para alimentação de 30 minutos (fora da jornada). A NR-17 determina que não se ultrapasse o tempo de 6 horas diárias em serviço de tele-atendimento. Por isso, a empresa se comprometeu a desenvolver outras atividades nesta 1 hora adicional.

Uma vez feita a mudança e implementada a escala, a empresa passou a utilizar uma espécie de jornada intermitente na qual ela calcula, através de sistema próprio, quantos minutos cada operador está falando com o cliente, descontando os momentos de disponibilidade (sem cliente na linha, porém disponível), pausas por falha em sistema, pausas para ida ao banheiro e outras que o Sindicato não conseguiu aferir.  Somente quando o operador acumula o total de 6 horas faladas é que a empresa autoriza a colocação de pausa para realização de outras atividades, que não o tele-atendimento.

Na avaliação do Sindicato, esse entendimento não reflete o que foi negociado e ainda desrespeita a NR-17. Por isso, a entidade buscou negociar com a empresa uma solução, mas sem sucesso. Por isso, provocou uma mesa redonda na GRT de Campinas. Na ocasião, a Elektro confirmou a prática. Mesmo advertida pelo mediador, afirmou que a manterá. O Sindicato aguarda o fim dos trâmites na GRT, bem como a divulgação por parte dela da ata da mesa redonda (devido à pandemia toda a negociação foi gravada pelo MPT) para promover ação judicial contra a empresa.

A saída da crise é coletiva. O Sindicato é seu parceiro nessa luta!

Por Nice Bulhões, com informações da Secretaria Geral

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