Energisa ameaça descumprir acordo ao não querer pagar adiantamento da PLR

Pagamento é previsto para 30 de agosto. Sinergia CUT busca avançar na negociação com a empresa e convoca os trabalhadores a se manterem mobilizados!

Energisa ameaça descumprir acordo ao não querer pagar adiantamento da PLR
06 agosto 13:17 2020 Débora Piloni, com informações da Secretaria Geral

Pagamento é previsto para 30 de agosto. Sinergia CUT busca  avançar na negociação com a empresa e convoca os trabalhadores a se manterem mobilizados!

Em reunião realizada com o Sinergia CUT no dia 29 de julho passado referente à PLR 2020, a Energisa expôs sua dificuldade em realizar o adiantamento da PLR  aos trabalhadores.  A PLR está prevista no Acordo Coletivo de Trabalho vigente.

Vale ressaltar que o pagamento do adiantamento é fruto de negociação entre o Sindicato e a empresa, condicionante a uma cláusula do ACT, em que a entidade sindical abriu mão das ações coletivas do ano de 2018 (a Energisa teria ficado com a sobra do montante a ser distribuído a seus trabalhadores). A proposta foi apresentada em assembleias e os trabalhadores a aprovaram mediante a garantia do adiantamento de R$ 1.500,00 para o dia 30 de agosto de 2020.

Em tempo….

Vale esclarecer que a Energisa já tinha previsto em seu orçamento anual o pagamento desse adiantamento e que a pandemia  não tem nada a ver com o adiantamento . Trata-se de um acordo firmado entre as partes no ano passado, e que agora empresa insiste em não cumprir.

Como se não bastasse, a Energisa apresentou uma proposta de teto no indicador EBTIDA (lucro da empresa). Está contratado 3% desse indicador na PLR e, maldosamente, a empresa quer colocar um teto. Ou seja: se lucrar menos, paga menos;  se lucrar mais, paga a mesma coisa ao trabalhador. Absurdo.

Além de todos esses desmandos, a Energisa foi a única empresa do setor elétrico a fazer uso da MP 936 , que virou  a Lei 14020/20, colocando seus trabalhadores, sem qualquer sem a participação do Sindicato, em redução de jornada e suspensão de contrato. Não informou, no momento do contrato individual, que durante esse período (suspensão) não teriam suas parcelas de 13° salário, nem recolhimento de INSS ou FGTS.

Por tudo isso, o Sinergia CUT conclama os trabalhadores a se manterem mobilizados enquanto há tentativas de novas negociações. Caso não haja avanços, o Sindicato tomará as medidas cabíveis para fazer valer a justiça.

“A pandemia afetou a todos, principalmente os trabalhadores. Porém, a empresa  é regulada e presta um serviço essencial com apoio do governo, com revisões tarifárias a qualquer tempo. Não pode, então, usar dessa alegação e prejudicar o seu pessoal”, afirma a direção do Sindicato.

A saída da crise é coletiva. O sindicato é seu parceiro nessa luta!

 

Por Débora Piloni, com informações da Secretaria Geral

 

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