16 de Novembro: 23 anos de Sinergia CUT

Na próxima segunda-feira, dia 16, é o Dia do Eletricitário e também aniversário de fundação do Sindicato dos Energéticos do Estado de São Paulo: o Sinergia CUT. Em um ano tão diferente, com tantos sonhos adiados, ainda há motivo para comemorar e esperança para o futuro?

16 de Novembro: 23 anos de Sinergia CUT
13 novembro 08:27 2020 Débora Piloni

Na próxima segunda-feira, dia 16, é o Dia do Eletricitário e também aniversário de fundação do Sindicato dos Energéticos do Estado de São Paulo: o Sinergia CUT. Em um ano tão diferente, com tantos sonhos adiados, ainda há motivo para comemorar e esperança para o futuro?

SIM! A resposta é sim!!! Temos que enxergar que estamos vivos e juntos, porque nós energéticos, nos mantivemos unidos, apesar das forças opostas que tentam nos derrubar. Fomos parceiros na luta e, como resultado, somos uma das categorias que permaneceram e conquistaram nesse ano de 2020, apesar da crise sanitária e econômica que assola todo o país”. Esta é a avaliação de Carlos Alberto Alves, presidente do Sinergia CUT, entidade sindical que completa 23 anos neste 16 de novembro, Dia do Eletricitário!

Realmente, parece que o ano de 2020 chegou para “pregar uma peça” em todos, fazendo as coisas ocorrerem bem diferente de tudo o que foi sonhado e planejado no final de 2019, que, diga-se de passagem, foi um ano muito difícil também.

Em resumo um tanto pessimista, 2020 tem se mostrado assim:

  • em plena pandemia do Covid-19, com um total de infectados que ultrapassa 5.7 milhões no Brasil e 163.492 óbitos registrados no país até a manhã da quinta-feira, 12 de novembro;
  • com um governo que, desde o início da pandemia, despreza a gravidade da situação e confunde toda uma população com seus discursos e ações;
  • com um total de 14 milhões de brasileiros desempregados e com os indicadores de emprego e renda sinalizando o pior dos mundos para este final de ano;
  • com mais de 100 milhões de lares atingidos com a redução pela metade do auxílio emergencial a partir de setembro;
  • com a MP da redução de jornada e salário que prorroga até o final do ano o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEM) e que, assim, permite às empresas suspender contratos de trabalho e reduzir salário e jornadas;
  • com a aprovação do Projeto de Lei (PL 529/2020), do governador de SP João Doria, que prevê o desmonte dos serviços públicos no estado com a extinção de autarquias, institutos e empresas públicas, mais a demissão de 6.000 trabalhadores;
  • com lucrativas empresas estatais do país, como a Eletrobras e Correios, na mira da privatização… . E, por falar nesse assunto, bom ressaltar que o caos gerado pelo apagão no Amapá é consequência da privatização que levou consigo a precarização com a falta de manutenção de equipamentos e de pessoal.

Dando a volta por cima. Nossas vitórias em 2020

Mas, exatamente por conta dessas “peças”, a categoria energética foi desafiada a viver e a lutar de forma diferente. Por ser de um serviço essencial, em nenhum momento parou.  Pelo contrário. Manteve-se unida e se reinventou.

Em tempos de isolamento social e, visando a proteção da saúde e manutenção dos empregos, o Sinergia CUT repensou o funcionamento de toda a Campanha Salarial e da impossibilidade de realização de assembleias presenciais.

Os trabalhadores toparam e encararam o desafio das assembleias virtuais. Desde a votação da Pauta de Reivindicação, rodadas de negociação e a votação da Proposta Final de ACT, na grande maioria, foi tudo por meio eletrônico: consulta, votação, aprovação e rejeição.  A voz de cada um tem sido ouvida dia após dia. E os acordos fechados conseguiram manter direitos e reajustes salariais, apesar da pandemia do novo coronavírus.

Além disso, em todo esse tempo, têm ocorrido negociações referentes às questões peculiares de cada empresa e que são de extrema importância aos trabalhadores. E mais: ações judiciais têm sido movidas na tentativa de garantir a integridade física e as condições do trabalho a todos.

A nossa luta contra a privatização das empresas do setor elétrico e também contra o desmonte dos serviços públicos no estado de São Paulo foi intensificada nesse período. Bom lembrar que o governo federal assinou decreto, em julho passado, criando alternativa para que possa acelerar o processo de privatização de algumas estatais. E isso atinge, em cheio, a Eletrobras, que segura boa parte do sistema elétrico no Brasil. Em âmbito estatual, o Sindicato também atuou firme, com abaixo assinado e repúdio à aprovação do Projeto de Lei (PL 529/2020), do governador João Doria, que prevê o desmonte dos serviços públicos. Nessa batalha contra a privatização, o Sindicato participou de diversos debates, promoveu e assinou documentos que foram enviados às autoridades e órgãos públicos, não permanecendo inerte diante de situações tão graves.

Uma notícia muito feliz nesse final de ano é também a reabertura da Colônia de Férias do Sindicato, em Praia Grande que, depois de mais de oito meses fechada por conta da pandemia, agora pode reabrir suas portas para usufruto dos associados e familiares, seguindo todos os protocolos sanitários e demais medidas vigentes para prevenção ao Covid-19. A reabertura está prevista para 01 de dezembro.

Há esperança! Com muita resistência e mais ousadia, vamos lutar juntos!

Portanto, por mais difícil que esteja a situação, ainda há fôlego, há vida. E onde existe vida, há motivos para a luta e para a esperança! 

O Sinergia CUT, fundado pelo Sindicato dos Eletricitários de Campinas (Sinergia Campinas) e pelo Sindicato dos Gasistas do Estado de São Paulo (Sinergia Gasista), com muita resistência e cada vez mais ousadia ao longo desses 23 anos cresceu e, atualmente, é formado por sete sindicatos espalhados pelo estado de São Paulo. Além dos dois fundadores, também fazem parte desse projeto: Sinergia Prudente, Sinergia Sindergel, Sinergia Araraquara, Sinergia Mococa e Sinergia SJ Rio Preto.

Neste 16 de novembro de 2020, o Sinergia CUT, firmado nos princípios de liberdade e autonomia sindical, parabeniza os trabalhadores energéticos de todo o Estado de São Paulo, e reafirma o compromisso de manter a luta em defesa da liberdade de organização e dos direitos de todos e de todas!

Continuamos juntos! Porque…… a saída da crise é coletiva. O Sindicato é seu parceiro nessa luta!

Por Débora Piloni

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